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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A Inclusão do Estudante Deficiente Auditivo na Escola Regular



A inclusão de estudantes com deficiência auditiva na escola regular é um tema preocupante que precisa ser abordado a partir de diferentes perspectivas, dentre elas, o direito à cidadania e ao conhecimento e uso de forma eficaz da Língua de Sinais além da Língua Portuguesa
A definição do tema escolhido, A Inclusão do Estudante Deficiente Auditivo no Ensino Regular na Escola da Rede Municipal de Glória do Goitá, foi baseada na necessidade que sentimos como professores, de conhecer mais profundamente a cultura surda e tudo o que envolve a inclusão para melhor atendê-los de acordo com as suas reais necessidades neste primeiro ano de implantação da inclusão na escola em análise.
A aplicação de uma metodologia inadequação para os estudantes surdos resulta num desenvolvimento das competências muito aquém do desempenho dos alunos ouvintes. Mesmo sabendo que suas capacidades cognitivas iniciais sejam semelhantes, faz-se necessário uma tomada urgente de medidas que favoreçam o desenvolvimento pleno desses estudantes. Embora esse assunto já tenha sido amplamente abordado e esses estudos resultem em um referencial bibliográfico rico e heterogêneo, é importante verificar como está sendo desenvolvido o trabalho de inclusão desses estudantes em nosso município na perspectiva de todos que estão envolvidos nesse processo.
O termo inclusão ainda se confunde com integração, prática que visava a modificação do deficiente na direção do que a maioria considera normal para ser aceito na sociedade, modelo desenvolvido nas décadas de sessenta e setenta.
Nos anos oitenta iniciou-se o movimento de inclusão que pressupõe mudança na sociedade para que esta consiga acolher e aceitar com naturalidade a pessoa portadora de necessidades especiais. Cabe à escola, o papel fundamental de proporcionar a enriquecedora experiência de troca, de afeto, de aceitação das diferenças entre os estudantes surdos e ouvintes. É um processo amoroso que exige treinamento dos professores, um ótimo planejamento anual do Projeto Político Pedagógico (PPP) e uma série de medidas que busquem a sensibilização e preparação da comunidade escolar. Muito ainda há para ser feito por parte de todos: governo, escola, comunidade, professores e pais, porém o trabalho desenvolvido no ensino regular na escola da rede municipal de Gloria do Goitá será o foco deste estudo.
Afinal, partindo do pressuposto de que a inclusão do estudante deficiente auditivo não é apenas o ato de inseri-lo na sala de aula, mas torná-lo sujeito ativo no processo do seu aprendizado, livre de qualquer tipo de discriminação, faz-se necessário também que a identidade pessoal e social do estudante seja respeitada. A escola regular é um ambiente ideal para que isso aconteça.


Zezinha Lins


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