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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Modelos Bilíngue e Escola Inclusiva


Segundo Sá (2002), uma educação Bilíngue é muito mais que o domínio ou uso de duas línguas. É necessário ver a educação de surdos sendo caracterizada tanto como uma educação bilíngue quanto uma educação multicultural.

A autora afirma que uma educação bilíngue que não seja embasada em uma perspectiva multicultural corre o risco de valorizar a questão linguística e esquecer todos os demais aspectos inter-relacionados. Acredita-se que a língua, ou qualquer outra forma de expressão está diretamente ligada com a cultura do indivíduo.
Enfim, a abordagem educacional bilíngue visa capacitar a pessoa surda para utilização de duas línguas (Libras e Língua Portuguesa oral e escrita) na rotina escolar e na vida social, em que surdos e ouvintes convivem no mesmo espaço e compartilham das mesmas situações de aprendizado (DAMÁZIO, 2007).

A Constituição Federal (1998), art. 205, afirma que “A Educação é direito de todos”. Entendemos assim que a educação tem como base a aceitação e valorização das diferenças, incluindo todas as pessoas, independentes de sua condição física ou psíquica. Nessa perspectiva é que falamos em inclusão escolar. O conceito de escola inclusiva busca entender, respeitar e divulgar o direito de todos os estudantes com necessidades especiais, oferecendo-lhes uma educação de qualidade sem nenhum tipo de exclusão.

A estrutura do modelo inclusivista utiliza o bilinguismo, pois todas as ações se desdobrarão a partir daí. Esse fator marcou mudanças positivas na educação dos surdos e na escola que adota a prática inclusiva, já que precisa adotar um trabalho pedagógico voltado para este modelo.

O professor ouvinte deve conhecer a Língua Brasileira de Sinais, mesmo com a presença de intérprete na sala de aula, pois ele precisa comunicar-se bem com seus alunos surdos. Introduzir o ensino da LIBRAS no currículo da escola inclusiva é fundamental.

Zezinha Lins





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