Algumas emoções merecem ser
compartilhadas. Com o objetivo de melhorar a autoestima de uma turma da EJA com
a qual eu trabalho, iniciei um projeto que ainda está caminhando, mas durante
esse percurso trabalhamos diversos gêneros textuais como: Caçador de Mim (
canção de Milton Nasciumento), trechos do romance a
Hora da Estrela de Clarice Lispector, Poema autobiográfico de Patativa de
Assaré, o poema Amor, de Carlos Drummond de Andrade, Depoimento autobiográfico
de Patativa do Assaré, A Escola da Vila (trecho de romance autobiográfico de
Viriato Correia), entre outros e por fim os alunos produziram um texto
autobiográfico. Consegui que vencessem a timidez e valorizassem sua própria
história como fonte de autoconhecimento, de superação e de exemplo de vida.
Tudo ok! Maravilha! Mas... Na hora da correção, ou seja, leitura dos textos dos
alunos... Cada história umas lágrimas, são uns trinta textos.. rsrs vou chorar
muito ainda. São verdadeiras preciosidades o que cada ser humano tem guardado
dentro de si. Nossa!!!
"A tarefa de todo educador, não apenas do professor é formar seres humanos felizes e equilibrados" ** Gabriel Chalita
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
ÉS PAI
Pai
de muitos filhos,
Pai
de um filho só,
Pai
do filho que acabou de nascer,
Pai
do filho que ainda não nasceu...
Não
importa,
És
pai...
Aquele
que serviu ou servirá de exemplo
De
honestidade, e firmeza de caráter
De
justiça e de bondade.
Ensinastes
e ensinarás aos teus filhos,
Com
palavra e atitudes
Que
o amor também se expressa
No
brilho dos olhos e nas palavras
Que
nem sempre são ditas
Que
é na alma que está a grandeza
Do
homem sério e preocupado
Mas
que olha a lua e as estrelas
E
entrega nas mãos de Deus
Seu
tesouro mais querido
Zezinha
Lins
domingo, 25 de novembro de 2012
O CORPO HUMANO
Paródia para o 4º ano
Música: Meu Lanchinho
O corpo humano
O corpo humano
Quero conhecer
Para aprender
O que temos por fora?
O que temos por dentro?
Vou dizer
Você vai ver
Por fora tem cabeça
O tronco e os membros
Superiores
Inferiores
Por dentro tem os ossos
Junto com os músculos
Para nos mover
Para nos mover
Também temos os órgãos
Que formam os sistemas
É bom saber
É bom saber
Máquina perfeita
É o nosso corpo
Que Deus fez
Que Deus fez
Zezinha Lins
Música: Meu Lanchinho
O corpo humano
O corpo humano
Quero conhecer
Para aprender
O que temos por fora?
O que temos por dentro?
Vou dizer
Você vai ver
Por fora tem cabeça
O tronco e os membros
Superiores
Inferiores
Por dentro tem os ossos
Junto com os músculos
Para nos mover
Para nos mover
Também temos os órgãos
Que formam os sistemas
É bom saber
É bom saber
Máquina perfeita
É o nosso corpo
Que Deus fez
Que Deus fez
Zezinha Lins
sábado, 23 de junho de 2012
O DESAFIO
Na escola particular onde trabalhava, dando aulas de
Português aos alunos do Ensino Fundamental, as coisas iam de mal a pior, a
inadimplência era uma dura realidade, por esse motivo a professora se
encontrava naquele momento, desempregada.
No seu quarto, sozinha, pensava nos 15 anos de dedicação ao
magistério. Era o que sabia fazer. Era o que amava fazer.
Enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto abatido, ela
sentia o peso dos seus 40 anos que antes nem pesavam tanto assim.
Agora só restava aceitar o emprego que a mãe de um dos seus
alunos, diretora de uma creche, havia lhe oferecido. Não tinha outra saída,
precisava pagar as contas que há meses se acumulavam, devido ao salário já há
algum tempo, atrasado.
Mas como seria trabalhar numa creche? Nunca trabalhara com
crianças tão pequenas. Certamente não conseguiria, seria estressante, não tinha
mais idade pra isso. Seus dois filhos já estavam crescidos, um com 25 e outro
com 22 anos. Ainda por cima teria que iniciar um curso de Pedagogia.
Não tinha saída, enfrentaria as ferinhas.
Foi para debaixo do chuveiro e deixou que a água fria se
misturasse às lágrimas que teimavam em cair. Os pensamentos se embaralhavam na
sua cabeça. Respirou fundo, e lentamente começou a enxugar o corpo. Depois,
ainda com calma, como quem treina a paciência que a partir de agora sabia que
teria que ter, enxugou as lágrimas, vestiu um vestido claro para contrastar com
aquela nuvem negra que pairava sobre sua cabeça, anunciando tempestade, usou um
pouco de maquiagem para disfarçar a aparência abatida e saiu.
Chegou ao seu destino, entrou na creche, observou o
ambiente. Foi recebida por uma das educadoras que a levou para uma sala onde
algumas crianças brincavam. Ela parou, olhou em volta e aquele espaço colorido
e infantil lhe trouxe um pouco de calma. Lembrou dos bons tempos em que seus
filhos quando pequenos, ficavam num lugar como aquele, e como eles aprendiam e
se divertiam! Chegavam em casa sempre com muitas novidades para contar. Observou então que alguns pares de olhos brilhantes
miravam seu rosto com curiosidade. Um
sorriso alegre surgiu em cada rostinho. Impossível resistir ao doce encanto
daqueles pequeninos. Aos poucos foi se chegando, a educadora saiu e a deixou
sozinha com as crianças, ela se apresentou, perguntou o nome de cada uma,
depois sentou numa das cadeirinhas que ali estavam, conversou um pouco. Logo
foi cercada pelas crianças, uma delas começou a mexer nos seus cabelos, aquele
toque suave lhe deu uma sensação de conforto, outra pediu para que lhe contasse
uma história..
E a professora que há pouco chorava agora sorria. .
Zezinha Lins
quinta-feira, 21 de junho de 2012
INCLUSÃO NAS CRECHES DAS CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
Cada vez mais a inclusão das crianças com necessidades
especiais nas escolas só tem aumentado. Porém continua sendo um grande desafio
para essas escolas sejam públicas ou privadas. A inclusão dessas crianças vai
além das modificações do espaço físico, é na verdade, uma inclusão que envolve
cada educador e toda a comunidade escolar, começando pelo porteiro, equipe de
direção e até os próprios pais, não apenas das crianças com necessidades
especiais como também os pais das outras crianças. A aceitação das diferenças
não deve ser trabalhada apenas na escola, deve fazer parte da educação
doméstica.
O educador não precisa se tornar especialista nas diferentes
necessidades especiais que são apresentadas pelos seus alunos, porém, é
necessário que ele tenha uma grande sensibilidade e um olhar diferenciado para
trabalhar os conteúdos curriculares com essas crianças e com as outras também.
Até mesmo porque as crianças consideradas “normais” também têm seu próprio
ritmo de aprendizagem. Por isso é preciso ter paciência, não esperar muito,
começar sempre com o que a criança já sabe para que ela se sinta estimulada a
fazer sempre mais.
Suzane Daniele
Oliveira de Sousa, mãe de Diego portador de necessidades especiais, explicou o
que espera da creche ou escola que receberá o seu filho: “Espero que a educadora
preste atenção ao meu filho para poder compreendê-lo, pois ele está com dois
aninhos mas ainda não fala todas as palavras, porém esta atenção especial não
deve ser de forma explícita, para que as outras crianças não percebam algo
diferente, ao contrário, aceitem essa atenção como algo natural, afinal de
contas cada criança é única e merece atenção especial. É necessário também que
os pais colaborem para que seus filhos aceitem e convivam bem com as
diferenças. Alguns pais se expressam sobre os coleguinhas dos seus filhos com
necessidades especiais como “crianças que criam problemas na sala de aula”.
Atitudes como essas são transmitidas para os filhos que certamente irão reagir
com rejeição às diferenças”.
Susane também diz que “quando as crianças especiais estão
juntas no mesmo espaço elas não questionam as diferenças que existem entre elas,
tanto as pequeninas quanto às maiores. Elas simplesmente se aceitam e ficam
amigas”.
Diante dessa experiência vivida por Suzane, questiono então o
seguinte: por que essa mesma aceitação não acontece numa sala de aula onde
todas as crianças são consideradas “normais”? O fato de ser gordinho, magrinho,
tímido, distraído, de pele muito clara ou de pele escura, provoca com
freqüência, situações de conflito por causa dos apelidos com os quais as
crianças são rotuladas pelos coleguinhas. Daí a importância de trabalhar na
creche, com as crianças ainda bem pequenas a aceitação das diferenças, sejam
elas causadas por algum tipo de deficiência ou não.
Sugestão de atividade para trabalhar as diferenças com crianças de 02 e 03 anos:
Materiais:
-livros velhos e revistas para recorte;
- 02 folhas de papel cartolina;
- tesoura sem ponta;
-cola branca;
-fita adesiva;
Mãos à obra
-Recorte várias figuras de pessoas;
- Espalhe todas as figuras no chão;
- Sugira a construção de dois cartazes, um apenas com as
pessoas diferente umas das outras e outro apenas com pessoas iguais
- Com a sua ajuda peça para que as crianças separem as
pessoas iguais das pessoas diferentes (chame a atenção para o mínimo detalhe
que estabeleça uma diferença, se essa não estiver muito evidente);
- Ajude as crianças a colarem as figuras no seu respectivo cartaz;
-Com fita adesiva afixe os cartazes na parede; (O cartaz com
pessoas diferentes ficará preenchido e o outro vazio)
- Promova uma conversa na rodinha sobre o resultado do
trabalho, tendo como base a observação dos cartazes.
Sugestões de métodos para
trabalhar com crianças de 02 e 03 anos incluindo as crianças com necessidades
especiais:
- Para que a criança conheça seu
próprio corpo, que tal usar um espelho? Isso fará com que elas se observem e
usem bastante as mãos.
- Descreva para a criança tudo o que você está fazendo, para
isso use palavras claras e simples.
-A imitação é uma ótima forma de ensinar uma nova habilidade,
faça primeiro e depois peça para que ela copie.
-Durante as atividades deixe a criança fazer o máximo por si
mesma, porém ajude-a quando for necessário.
-O elogio funciona com um estímulo excelente, portanto elogie
tudo o que a criança conseguir fazer, cada nova habilidade experimentada.
- Procure observar bastante cada criança, procure perceber o
que ela sabe e entender o que ela pensa.
Zezinha Lins
Assinar:
Postagens (Atom)
Sarau da Paquevira
Domingo, 21 de maio, vivenciei uma tarde maravilhosa num lugar lindo com gente linda. Fui convidada por amigos para participar de um Sarau...
-
Primeiro dia de aula numa 6ª série, depois das apresentações e de um bom papo de descontração e aproximação, peço para os alunos escrever...
-
As peças de teatro com crianças ou para as crianças de até 5 anos é uma forma lúdica e prazerosa além de atrair bastante a atenção...









