AMIGOS

sexta-feira, 21 de março de 2014

INCLUSÃO





Inclusão tem que ser completa. Jefferson, meu aluno (surdo) ensinando libras aos coleguinhas. Uma rica troca de conhecimentos e experiencias.

sábado, 15 de março de 2014

Dinâmica de Grupo

Um grupo de 500 pessoas participavam de um seminário, quando de repente, o palestrante parou e decidiu fazer uma atividade em grupo. Foram então distribuídos um balão a cada pessoa.
Cada integrante foi convidado a escrever o seu nome em seu balão com uma caneta. Em seguida, todos os balões foram recolhidos e colocados em uma outra sala.
O palestrante instrui as pessoas, que entrassem na sala onde estavam os balões e que cada um achasse o balão com o seu respectivo nome. Esta tarefa deveria ser feita em 5 minutos.
Todos procuravam desesperadamente o balão com o seu nome, empurrando e batendo-se uns nos outros, um caos total, sem concluírem a tarefa.
O orador então pediu que cada pessoa pegasse um balão aleatoriamente e desse para a pessoa cujo nome estava escrito.
Em poucos minutos, todos estavam com o seu próprio balão.
Em seguida o orador falou: “Isso está acontecendo em suas vidas. Todos estão desesperadamente procurando a felicidade ao redor, sem saber onde ela está. Nossa felicidade está na felicidade das outras pessoas. Dê-lhes a sua felicidade e você vai ter a sua própria.”
E este é o propósito da vida humana ... a busca da felicidade!!
Autor desconhecido.

terça-feira, 11 de março de 2014

O CORPO TECIDO E EDUCADO AO LONGO DO TEMPO

A Concepção de corpo varia no decorrer da história e ganha sentido socialmente. A distinção de gênero é feita sempre no contexto de uma determinada cultura e, portanto com as marcas dessa cultura.
O corpo foi e continua sendo construído historicamente. Através dos seus trabalhos rupestres, o homem primitivo representava o corpo associado ao medo, a impotência perante os fenômenos da natureza. As posturas, as posições e expressões dão informações de como eles concebiam o corpo. Na Idade Média, São Tomás de Aquino uniu corpo e alma, o corpo se transformou em santuário de Deus. Na Idade Moderna começou a haver uma maior preocupação com a liberdade do ser humano e a concepção de corpo foi consequência disso: o corpo sob um olhar científico, objeto de estudos e experiências, o corpo investigado, o corpo anatômico e biomecânico. Na Contemporaneidade, a preocupação se desloca para a sexualidade.
O corpo foi e continua sendo tecido e educado ao longo do tempo, mesmo assim o homem sempre demonstrou dificuldade em perceber de forma clara e sem preconceito o seu próprio corpo.
A diferença de gênero tem provocado ao longo do tempo vários conflitos  em relação ao papel da mulher na sociedade. A identidade feminista foi sendo construída, protestada e assumida, resultando em verdadeiras batalhas contra o preconceito e a opressão, ações coletivas ou isoladas contra as mulheres. Assim, nesse contexto social e histórico de lutas, buscas e descobertas, independente do gênero, os sujeitos vão se construindo e se percebendo mais que um corpo masculino ou feminino.


 Zezinha Lins








A CIDADE NO SEU COTIDIANO

A cidade se apresenta no seu cotidiano de acordo com as práticas e costumes dos seus habitantes. Sendo assim, o olhar sobre ela deve ir além da sua arquitetura.
Caminhar pela cidade de Glória do Goitá ultrapassa o fato de sermos meros moradores, pois, interagimos com o espaço geográfico vivenciando nossa cultura.
Assim como todas as cidades, Glória tem suas especificidades. Podemos observar isso através das suas artes de fazer. A forte presença cultural do mamulengo em nosso município retrata essas artes através da caricatura bem humorada dos fatos que permeiam nosso cotidiano.

A Cidade no seu cotidiano
Em nossa pequena cidade
Não há enigma nos pedestres
Todos se conhecem.
Nas ruas os olhares se cruzam
Para o bem ou para o mal.
As torres para as quais erguemos os olhos
São: a torre da igreja matriz
E os altos coqueiros que nos rodeiam.
Multidões a caminhar pelas ruas,
Só em dia de procissão.
É a festa da padroeira...
A roupa nova, a praça, o parque de diversão
A cidade tem sabor, tem cheiro, tem cor
As práticas urbanas se integram com as do campo
Aqui e ali...
As frutas do compadre,
O bordado da vizinha,
O verde do Sítio Palmeiras
Temperando o meu feijão.
A cidade no seu cotidiano
Às vezes sonha com o progresso,
Mas com o sonho vem a realidade
Do anonimato, do concreto,
Do fogo que queima no chão
Da bala perdida, da morte...
A cidade desperta do sonho
Ao som da alvorada em dia de festa
É a banda tocando ao amanhecer
Sempre as mesmas canções
Que ouvíamos na nossa infância.


 Zezinha Lins

A cartografia na construção da Identidade

Ao ser elaborado o currículo escolar, deve-se levar em consideração que a escola exerce um papel fundamental para a formação inicial da identidade dos alunos e seus deslocamentos, uma vez que adquirindo novos conhecimentos, trocando experiências somos confrontados por uma multiplicidade de identidades das quais faremos uso de acordo com as necessidades. Por este motivo, o currículo escolar deve abranger tudo o que ocorre na escola: as atividades programadas e desenvolvidas que envolvam a aprendizagem dos conteúdos escolares pelos alunos, na escola ou fora dela.
Neste contexto a cartografia é uma forte aliada na compreensão e entendimento do mundo. Apesar da importância da cartografia no currículo escolar, percebe-se ainda uma fragilidade na utilização deste recurso na prática docente, especialmente na Educação Básica. Sabendo que a identidade do indivíduo vai sendo formada ao longo do tempo e de acordo com os fatores externos, conhecer os espaços, localizar-se em termos globais, leva o aluno a um mundo que é seu, a um mundo ao qual pertence.

Zezinha Lins








sábado, 1 de fevereiro de 2014

PARÓDIA SOBRE O CONSUMISMO EXAGERADO

PARÓDIA - MÚSICA: PREPARA (ANITTA)

Prepara
Que agora é hora
De parar pra pensar
Na complexidade
Da nossa sociedade
Que vai e vem
Não tem um rumo certo
E fica no ar
Se procurando...

Prepara
Por trás dessa loucura
Tem a mídia eu sei
Eu curto, eu compro
Eu quero ser feliz também
E assim vou me afundando
E no final do mês
Procuro o meu dinheiro
E não encontro

Vou com o VISA e o MASTERCARD
Passando
Bolsa, bota, roupas
Vou comprando
Mas depois eu vou ficar chorando
Chamo a atenção à toa
Nessa minha vida louca
Vida louca a a a

Prepara

 (Repete)


Esta paródia foi feita por mim e utilizada entre outras coisas na apresentação de um trabalho sobre A Educação Patrimonial da Sociedade Apressada, Consumista e Líquida Contemporânea na disciplina Identidade e Pluralidade Cultural.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Culturas Nacionais como Comunidades Imaginárias


Parece muito difícil
De entender este assunto
Ao ler o conteúdo
Parece que tá tudo escuro
Mas usando uma lanterna
Vimos luz no fim do túnel.

E as ideias antes confusas
Aos poucos se clareou
Lendo o texto de Stuart Hall
Nosso grupo conversou
E com versos bastantes simples
Um poema elaborou.

A identidade nacional
É a fonte principal
Da identidade cultural
Das pessoas em geral
Essa ideia iluminamos
Com uma lanterna genial

Mutos outros elementos
São agregados a esta fonte
Como a língua, por exemplo
Ela é social, é uma ponte
Formando em nossa nação
A identidade cultural, tão importante

A cultura nacional
É a junção das diferenças
Numa única identidade
É a base da nossa vivência
A identidade cultural não nasce com a gente
É formada de acordo com a nossa convivência.


Zezinha Lins


Apresentação do trabalho sobre o assunto usando como suporte, um poema popular.
Objeto a ser inserido na apresentação: uma lanterna)
Inadequações proposital, uso da licença poética

sábado, 14 de dezembro de 2013

ANSIEDADE

Para mim o pior da ansiedade é desprezar o momento presente como um inconveniente que está no caminho do tão esperado momento futuro.

Na impaciência pelo que ainda não houve , na angústia gerada pela incerteza, nasce um presente desconfortável, aflito, insatisfeito, insaciado.

Como o desfecho é apenas uma ilusão, pois na verdade o fim da ânsia não está em algum lugar do futuro , mas na aceitação leve e grata do presente , esse fica para trás, negligenciado, tesouro aos seus pés, tornado invisível pelo que olha tão à frente , passando despercebido dia sim, outro também.

Reconhecer a presença da ansiedade e convidá-la a se retirar é um exercício diário para todos nós.

Paulo Gusmão

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

RESENHA - KANT


RESENHA

Introdução Sobre a Pedagogia

( Immanuel Kant )

O presente trabalho traz como tema para reflexões,  A Introdução do livro Sobre a Pedagogia de Immanuel Kant, tradução de Francisco Cock Fontanella. 3ª Ed. Piracicaba: Editora UNIMEP, 2002.

O autor inicia o texto apresentando algumas diferenças importantes entre o homem e o animal selvagem, entre elas: a capacidade que os animais têm de usar a sua força e o seu instinto de forma regular para a sua sobrevivência, enquanto que o homem precisa, além de cuidados, de disciplina para não usar suas forças naturais de forma nociva. Segundo Kant, é a disciplina que transforma a animalidade em humanidade. Conquistando a razão o homem sai do seu estado bruto para o estado de civilização. Submetendo-se à Lei o homem não se desvia do seu destino: ser humano.

Afirma o autor, que é para este fim que as crianças são levadas cedo à escola, para adequar-se às regras, pois depois de adultos não seria possível desviá-los da sua forte tendência à liberdade.

O autor apresenta a educação como a grande modeladora e transformadora do homem. E se mostra bastante convicto quando diz “Talvez a educação se torne sempre melhor e cada uma das gerações futuras dê um passo a mais em direção ao aperfeiçoamento da humanidade, uma vez que o grande segredo da perfeição da natureza humana se esconde no próprio problema da educação.”

Ele defende como verdade absoluta, uma educação que desenvolva no homem todas as suas disposições naturais. O autor afirma ainda que o homem não consegue cumprir por si só sua destinação, assim como fazem os animais, que cumprem seu destino sem o saber.

Kant conceitua a educação como arte, cuja prática necessita ser aperfeiçoada por várias gerações, porém admite que os indivíduos ao educarem seus filhos, não poderão jamais fazer que estes cheguem a atingir a sua destinação. Pois essa finalidade só poderá ser atingida pela espécie humana, jamais pelo homem singular, mas afirma também que é dever do homem tornar-se bom, produzir em si mesmo a moralidade.

De acordo com o autor, a educação é o maior e o mais árduo problema que pode ser proposto aos homens. Por isso ela tem que seguir um passo a frente do outro, já que uma geração transmite suas experiências e conhecimentos à geração seguinte e assim sempre algo será acrescentado. Porém o autor questiona se a educação do indivíduo deve imitar a cultura que a antecede. E afirma ainda que a arte de governar os homens e a arte de educá-los estão entre as dificílimas descobertas humanas. Mas admite que há controvérsias sobre esses assuntos

Kant enfatiza através de repetições em diversos trechos do texto que toda a educação é uma arte, confirma essa ideia dizendo que as disposições naturais do ser humano não se desenvolvem por si mesmas, uma vez que a origem e o progresso da arte da educação é mecânica ou raciocinada, o raciocínio prevalece na natureza humana. Ele nomeia a arte da educação como Pedagogia, e que a mesma, sendo raciocinada, desenvolve a natureza humana de tal modo que ele possa conseguir o seu destino.

De acordo com o autor, como princípio da pedagogia não se deve educar as crianças tendo o presente como parâmetro, mas sim visando o futuro, pensando sempre no bem coletivo, pois o futuro nos remete a evolução.

Entre tantas idéias interessantes, chama a atenção as seguintes afirmativas de Kant: “Uma boa educação é justamente a fonte de todo bem neste mundo. (...) Na verdade, não há nenhum princípio do mal nas condições naturais do ser humano. (...). No homem não há germes, se não para o bem.”

Kant considera que tudo o que diz respeito à cultura do espírito humano e ao incremento dos conhecimentos humanos são facilitados pelo poder e pelo dinheiro. Mas se prestam auxílio à educação com dinheiro, o que é necessário, reservam-se o direito de estabelecer o plano que lhes convém. Sendo assim, alguns poderosos desejam que o povo tenha no máximo aumentado habilidades para assim usá-los como instrumentos em prol dos seus interesses. As pessoas devem estar atentas, a humanidade além de mais hábil, deve ter mais moral e empenhar-se para encaminhar esses dons para a posteridade num grau mais elevado.

Segundo o autor, na educação, além de ser disciplinado, tornar-se culto, ser prudente, cuidar da moralização é o mais importante, pois deveríamos  ensinar às crianças a odiar o vício, não por motivos religiosos, mas por si mesmo, pelo seu próprio bem.

Kant defende a escola experimental, pois sem experiência não dá pra julgar com razão se uma coisa será boa ou má. A experiência possibilita se fazer novas tentativas.

O autor afirma que a educação pode ser pública ou privada e que uma educação pública completa é a que reúne ao mesmo tempo, a instrução e a formação moral. Seu fim consiste em promover uma boa educação privada. Acrescenta que a educação pública parece mais vantajosa que a doméstica na formação do verdadeiro caráter do cidadão. Pois a educação doméstica carrega consigo os defeitos do âmbito familiar e ainda os propaga.

Quanto ao tempo que o homem precisa para ser educado, Kant afirma que até que ele possa se tornar pai e assim, seja obrigado a educar. Após os 16 anos, o homem poderá ser submetido a uma disciplina especializada, portanto não mais funcionará uma educação normal.

O autor diz no texto que um dos maiores problemas da educação é o poder de conciliar a submissão ao constrangimento das leis com o exercício da liberdade. Porém esse constrangimento é uma condição para a conquista da liberdade. O homem precisa sentir a resistência da sociedade para que entenda que é difícil bastar-se a si mesmo, tolerar as privações e adquirir o que é necessário para tornar-se independente.

Entre algumas regras apresentadas por Kant para bem educar as crianças, está a de que é preciso provar para elas que o constrangimento que lhe é imposto tem como objetivo ensiná-las a usar bem sua liberdade, que a educamos para ser livre um dia.

 Zezinha Lins

 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

sábado, 17 de agosto de 2013

RECRIAÇÃO DE HISTÓRIA



Aula interdisciplinar: Arte e Língua Portuguesa

Em grupo, as crianças confeccionaram as personagens da história de Chapeuzinho Vermelho, e livremente recriaram a história, mudando o enredo e o desfecho. Depois cada grupo apresentou o teatrinho de fantoche. Num dos grupos o lobo mau virou lobo bom, as histórias tomaram rumos inesperados. Foi muito divertido!

POESIA NA SALA DE AULA





Dia 14 de março, Dia da Poesia, 19 de março, Dia da Escola, juntamos tudo e fizemos este cartaz com um poema. Continuando os trabalhos cada aluno confeccionou o seu próprio livrinho de poesia. Como estava sem usar o blog por falta de tempo, não postei, mas nunca é tarde. Aqui está a ideia.

DIA DA POESIA

A Escola Djalma Paes
Se enche de alegria
Neste dia especial
Dia da Poesia.

É dia de ver as coisas
De uma forma diferente,
A poesia faz isso
Mexe muito coma gente.

Que sempre se faça presente
O amor e a harmonia,
Pois nossa escola merece
Muita paz e alegria.

A poesia está no olhar,
No sorriso e no falar
Sempre com delicadeza
A todos devemos tratar

Seja também um poeta
Semeando beleza por onde for
Pois nessa vida o que vale
É o coração cheio de amor.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

CANTINHO DA LEITURA




Este é o nosso Cantinho da Leitura, fiz com um carinho todo especial, pois acredito que este deve ser um espaço bastante motivador para os alunos, mais uma forma de atraí-los para os livros, despertando assim o Prazer pela Leitura. Do lado, fica o cartaz dos Livros Lidos, ao escolher um livro, o aluno procura o seu nome na lista horizontal  e o nome do livro na lista vertical, marcando um x. Cada mês usamos uma cor diferente, assim facilita a contagem dos livros lidos durante o mês para informar ao Programa Alfabetizar com Sucesso.

PALESTRAS COM ALUNOS DA EJA



Um desafio maravilhoso trabalhar com EJA, por isso aceitei o convite da coordenadora de Centro Pedagógico de Glória do Goitá para realizar palestras com as turmas da EJA das escolas do nosso município. Foram 3 momentos de interação com o tema A Importância da Leitura.

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS




 Algumas emoções merecem ser compartilhadas. Com o objetivo de melhorar a autoestima de uma turma da EJA com a qual eu trabalho, iniciei um projeto que ainda está caminhando, mas durante esse percurso trabalhamos diversos gêneros textuais como: Caçador de Mim ( canção de Milton Nasciumento), trechos do romance a Hora da Estrela de Clarice Lispector, Poema autobiográfico de Patativa de Assaré, o poema Amor, de Carlos Drummond de Andrade, Depoimento autobiográfico de Patativa do Assaré, A Escola da Vila (trecho de romance autobiográfico de Viriato Correia), entre outros e por fim os alunos produziram um texto autobiográfico. Consegui que vencessem a timidez e valorizassem sua própria história como fonte de autoconhecimento, de superação e de exemplo de vida. Tudo ok! Maravilha! Mas... Na hora da correção, ou seja, leitura dos textos dos alunos... Cada história umas lágrimas, são uns trinta textos.. rsrs vou chorar muito ainda. São verdadeiras preciosidades o que cada ser humano tem guardado dentro de si. Nossa!!!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

ÉS PAI



Pai de muitos filhos,
Pai de um filho só,
Pai do filho que acabou de nascer,
Pai do filho que ainda não nasceu...
Não importa,
És pai...
Aquele que serviu ou servirá de exemplo
De honestidade, e firmeza de caráter
De justiça e de bondade.
Ensinastes e ensinarás aos teus filhos,
Com palavra e atitudes
Que o amor também se expressa
No brilho dos olhos e nas palavras
Que nem sempre são ditas
Que é na alma que está a grandeza
Do homem sério e preocupado
Mas que olha a lua e as estrelas
E entrega nas mãos de Deus
Seu tesouro mais querido

Zezinha Lins


domingo, 25 de novembro de 2012

INCENTIVO À LEITURA




Um sonho: uma árvore que dava livros... Um desejo e um pouco de trabalho... Sonho realizado.
Aqui está uma ideia que funcionou muito bem como incentivo à leitura por deleite.

NA ESCOLA

Na Escola Municipal Santa Rita com minhas colega e amigas professoras.: Maria, Edileuza, Eu, Gorette, Silvana, Cleonice e Gracinete.

O CORPO HUMANO

Paródia para o 4º ano
Música: Meu Lanchinho

O corpo humano
O corpo humano
Quero conhecer
Para aprender

O que temos por fora?
O que temos por dentro?
Vou dizer
Você vai ver

Por fora tem cabeça
O tronco e os membros
Superiores
Inferiores

Por dentro tem os ossos
Junto com os músculos
Para nos mover
Para nos mover

Também temos os órgãos
Que formam os sistemas
É bom saber
É bom saber

Máquina perfeita
É o nosso corpo
Que Deus fez
Que Deus fez

Zezinha Lins

sábado, 23 de junho de 2012

O DESAFIO



Na escola particular onde trabalhava, dando aulas de Português aos alunos do Ensino Fundamental, as coisas iam de mal a pior, a inadimplência era uma dura realidade, por esse motivo a professora se encontrava naquele momento, desempregada.
No seu quarto, sozinha, pensava nos 15 anos de dedicação ao magistério. Era o que sabia fazer. Era o que amava fazer.
Enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto abatido, ela sentia o peso dos seus 40 anos que antes nem pesavam tanto assim.
Agora só restava aceitar o emprego que a mãe de um dos seus alunos, diretora de uma creche, havia lhe oferecido. Não tinha outra saída, precisava pagar as contas que há meses se acumulavam, devido ao salário já há algum tempo, atrasado.
Mas como seria trabalhar numa creche? Nunca trabalhara com crianças tão pequenas. Certamente não conseguiria, seria estressante, não tinha mais idade pra isso. Seus dois filhos já estavam crescidos, um com 25 e outro com 22 anos. Ainda por cima teria que iniciar um curso de Pedagogia.
Não tinha saída, enfrentaria as ferinhas.
Foi para debaixo do chuveiro e deixou que a água fria se misturasse às lágrimas que teimavam em cair. Os pensamentos se embaralhavam na sua cabeça. Respirou fundo, e lentamente começou a enxugar o corpo. Depois, ainda com calma, como quem treina a paciência que a partir de agora sabia que teria que ter, enxugou as lágrimas, vestiu um vestido claro para contrastar com aquela nuvem negra que pairava sobre sua cabeça, anunciando tempestade, usou um pouco de maquiagem para disfarçar a aparência abatida e saiu.
Chegou ao seu destino, entrou na creche, observou o ambiente. Foi recebida por uma das educadoras que a levou para uma sala onde algumas crianças brincavam. Ela parou, olhou em volta e aquele espaço colorido e infantil lhe trouxe um pouco de calma. Lembrou dos bons tempos em que seus filhos quando pequenos, ficavam num lugar como aquele, e como eles aprendiam e se divertiam! Chegavam em casa sempre com muitas novidades para contar.  Observou então que alguns pares de olhos brilhantes  miravam seu rosto com curiosidade. Um sorriso alegre surgiu em cada rostinho. Impossível resistir ao doce encanto daqueles pequeninos. Aos poucos foi se chegando, a educadora saiu e a deixou sozinha com as crianças, ela se apresentou, perguntou o nome de cada uma, depois sentou numa das cadeirinhas que ali estavam, conversou um pouco. Logo foi cercada pelas crianças, uma delas começou a mexer nos seus cabelos, aquele toque suave lhe deu uma sensação de conforto, outra pediu para que lhe contasse uma história..
E a professora que há pouco chorava agora sorria. .


Zezinha Lins

quinta-feira, 21 de junho de 2012

INCLUSÃO NAS CRECHES DAS CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS





Cada vez mais a inclusão das crianças com necessidades especiais nas escolas só tem aumentado. Porém continua sendo um grande desafio para essas escolas sejam públicas ou privadas. A inclusão dessas crianças vai além das modificações do espaço físico, é na verdade, uma inclusão que envolve cada educador e toda a comunidade escolar, começando pelo porteiro, equipe de direção e até os próprios pais, não apenas das crianças com necessidades especiais como também os pais das outras crianças. A aceitação das diferenças não deve ser trabalhada apenas na escola, deve fazer parte da educação doméstica.
O educador não precisa se tornar especialista nas diferentes necessidades especiais que são  apresentadas pelos seus alunos, porém, é necessário que ele tenha uma grande sensibilidade e um olhar diferenciado para trabalhar os conteúdos curriculares com essas crianças e com as outras também. Até mesmo porque as crianças consideradas “normais” também têm seu próprio ritmo de aprendizagem. Por isso é preciso ter paciência, não esperar muito, começar sempre com o que a criança já sabe para que ela se sinta estimulada a fazer sempre mais.

 Suzane Daniele Oliveira de Sousa, mãe de Diego portador de necessidades especiais, explicou o que espera da creche ou escola que receberá o seu filho: “Espero que a educadora preste atenção ao meu filho para poder compreendê-lo, pois ele está com dois aninhos mas ainda não fala todas as palavras, porém esta atenção especial não deve ser de forma explícita, para que as outras crianças não percebam algo diferente, ao contrário, aceitem essa atenção como algo natural, afinal de contas cada criança é única e merece atenção especial. É necessário também que os pais colaborem para que seus filhos aceitem e convivam bem com as diferenças. Alguns pais se expressam sobre os coleguinhas dos seus filhos com necessidades especiais como “crianças que criam problemas na sala de aula”. Atitudes como essas são transmitidas para os filhos que certamente irão reagir com rejeição às diferenças”.
Susane também diz que “quando as crianças especiais estão juntas no mesmo espaço elas não questionam as diferenças que existem entre elas, tanto as pequeninas quanto às maiores. Elas simplesmente se aceitam e ficam amigas”.
Diante dessa experiência vivida por Suzane, questiono então o seguinte: por que essa mesma aceitação não acontece numa sala de aula onde todas as crianças são consideradas “normais”? O fato de ser gordinho, magrinho, tímido, distraído, de pele muito clara ou de pele escura, provoca com freqüência, situações de conflito por causa dos apelidos com os quais as crianças são rotuladas pelos coleguinhas. Daí a importância de trabalhar na creche, com as crianças ainda bem pequenas a aceitação das diferenças, sejam elas causadas por algum tipo de deficiência ou não.

Sugestão de atividade para trabalhar as diferenças com crianças de 02 e 03 anos:
Materiais:
-livros velhos e revistas para recorte;
- 02 folhas de papel cartolina;
- tesoura sem ponta;
-cola branca;
-fita adesiva;

Mãos à obra
-Recorte várias figuras de pessoas;
- Espalhe todas as figuras no chão;
- Sugira a construção de dois cartazes, um apenas com as pessoas diferente umas das outras e outro apenas com pessoas iguais
- Com a sua ajuda peça para que as crianças separem as pessoas iguais das pessoas diferentes (chame a atenção para o mínimo detalhe que estabeleça uma diferença, se essa não estiver muito evidente);
- Ajude as crianças a colarem as figuras no seu respectivo cartaz;
-Com fita adesiva afixe os cartazes na parede; (O cartaz com pessoas diferentes ficará preenchido e o outro vazio)
- Promova uma conversa na rodinha sobre o resultado do trabalho, tendo como base a observação dos cartazes.

Sugestões de métodos para trabalhar com crianças de 02 e 03 anos incluindo as crianças com necessidades especiais:
- Para que a criança conheça seu próprio corpo, que tal usar um espelho? Isso fará com que elas se observem e usem bastante as mãos.
- Descreva para a criança tudo o que você está fazendo, para isso use palavras claras e simples.
-A imitação é uma ótima forma de ensinar uma nova habilidade, faça primeiro e depois peça para que ela copie.
-Durante as atividades deixe a criança fazer o máximo por si mesma, porém ajude-a quando for necessário.
-O elogio funciona com um estímulo excelente, portanto elogie tudo o que a criança conseguir fazer, cada nova habilidade experimentada.
- Procure observar bastante cada criança, procure perceber o que ela sabe e entender o que ela pensa.


Zezinha Lins

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

COMO TRABALHAR PEÇAS DE TEATRO COM CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL





 As peças de teatro com crianças ou para as crianças de até 5 anos é  uma forma lúdica e prazerosa além de atrair bastante  a atenção dos pequenos. Por isso o teatro pode ser usado não apenas como diversão, mas como  uma maneira de preparar a criança para a vida e ensiná-la como resolver pequenos problemas, enfim transmitir conhecimento de mundo.

O teatro de fantoches é uma ótima opção, a casinha pode ser dessas que vendem prontos ou produzidos na própria creche com uma caixa de papelão toda decorada imitando o modelo de madeira que aparece nas fotos .

E as personagens?
Aí é que está a parte mais interessante: que tal usar além de fantoches, objetos reais de acordo com o conteúdo que se quer trabalhar?
Ex: conteúdo: higiene.
Personagens: pente, sabonete, escova, creme dental, papel higiênico, shampoo, toalhinha etc.

Outro Ex: conteúdo: alimentação
Personagens: banana, laranja, maçã, cenoura etc.

É interessante também usar como personagens, as formas ou brinquedos feitos pelas crianças com as peças dos jogos de encaixe, e as figuras feitas com massa de modelar, dando vida aos personagens, os brinquedos que as crianças trazem de casa, criando pequenas histórias que trabalhem situações problemas detectados na turminha que envolvem relacionamento, agressividade, medos e outros.

O importante mesmo é que, com esses materiais qualquer creche, independente da sua condição financeira poderá realizar essas atividades com êxito, é só usar a criatividade. 

Zezinha Lins

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

CRIANÇA E BRINQUEDO, UMA RELAÇÃO DE AMOR E APRENDIZADO



A necessidade da interação da criança com o brinquedo é tão intensa que é impossível imaginar um distante do outro.
Os brinquedos educativos, além de educar, estimulam o desenvolvimento da criança. A capacidade criativa dos pequenos diante de um brinquedo desses é impressionante, aos poucos as peças de um jogo de encaixe se transformam em robôs, prédios, trens, pessoas, as possibilidades são infinitas. A partir dos objetos montados pelas crianças o educador poderá criar pecinhas de teatro e explorar os conteúdos sistemáticos.
Ao comprar um brinquedo é importante considerar as características da criança em cada faixa etária.
De 0 a 3 meses, o ideal é oferecer a criança brinquedos coloridos, com movimentos e sons suaves.
De 3 a 8 meses, brinquedos que estimulem a ação de mastigar serão bem vindos nessa fase, importante para o desenvolvimento da dentição, eles também estimulam o tato.
De 8 a 15 meses, os blocos de encaixe já fazem sucesso, além disso, estimulam a motricidade da criança.
De 15 meses a 2 anos, são indicados os brinquedos que despertam a criatividade, desenvolvem o equilíbrio e a noção de tamanho e lateralidade.
De 03 a 05 anos os jogos irão desenvolver a memória e a noção de causa e conseqüência
De 5 a 7 anos, através dos brinquedos, a criança poderá desenvolver habilidades de leitura, enriquecimento do vocabulário, conhecimentos matemáticos, além de estimular a coordenação motora fina.
De 7 a 10 anos os jogos recreativos, que tenham como objetivo desenvolver a criatividade e o raciocínio lógico matemático são excelentes.
Observar uma criança brincando é uma forma segura de avaliar suas potencialidades e seu desenvolvimento psicomotor. As crianças que não recebem motivação para brincar têm seu desenvolvimento cognitivo comprometido, sofrem bloqueios que irão prejudicá-las intensamente. Através do brincar, a criança transmite a sua maneira de enxergar as pessoas, e o ambiente em que vive. Além de construir o mundo como ela gostaria que fosse.

Zezinha Lins