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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Modelos Bilíngue e Escola Inclusiva


Segundo Sá (2002), uma educação Bilíngue é muito mais que o domínio ou uso de duas línguas. É necessário ver a educação de surdos sendo caracterizada tanto como uma educação bilíngue quanto uma educação multicultural.

A autora afirma que uma educação bilíngue que não seja embasada em uma perspectiva multicultural corre o risco de valorizar a questão linguística e esquecer todos os demais aspectos inter-relacionados. Acredita-se que a língua, ou qualquer outra forma de expressão está diretamente ligada com a cultura do indivíduo.
Enfim, a abordagem educacional bilíngue visa capacitar a pessoa surda para utilização de duas línguas (Libras e Língua Portuguesa oral e escrita) na rotina escolar e na vida social, em que surdos e ouvintes convivem no mesmo espaço e compartilham das mesmas situações de aprendizado (DAMÁZIO, 2007).

A Constituição Federal (1998), art. 205, afirma que “A Educação é direito de todos”. Entendemos assim que a educação tem como base a aceitação e valorização das diferenças, incluindo todas as pessoas, independentes de sua condição física ou psíquica. Nessa perspectiva é que falamos em inclusão escolar. O conceito de escola inclusiva busca entender, respeitar e divulgar o direito de todos os estudantes com necessidades especiais, oferecendo-lhes uma educação de qualidade sem nenhum tipo de exclusão.

A estrutura do modelo inclusivista utiliza o bilinguismo, pois todas as ações se desdobrarão a partir daí. Esse fator marcou mudanças positivas na educação dos surdos e na escola que adota a prática inclusiva, já que precisa adotar um trabalho pedagógico voltado para este modelo.

O professor ouvinte deve conhecer a Língua Brasileira de Sinais, mesmo com a presença de intérprete na sala de aula, pois ele precisa comunicar-se bem com seus alunos surdos. Introduzir o ensino da LIBRAS no currículo da escola inclusiva é fundamental.

Zezinha Lins





segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Inclusão Escolar


A prática da inclusão deve estar a serviço do aluno de acordo com suas necessidades, para que não haja integração disfarçada de inclusão. E que surdos e ouvintes compartilhem os conhecimentos trazidos por eles e novos conhecimentos adquiridos na escola. É coerente que a educação Bilíngue não esteja apenas a serviço dos estudantes surdos, mas também dos ouvintes, visto que a inclusão acrescenta aprendizados no grupo como um todo.

A inclusão escolar foi um avanço social, passo importante para que os estudantes deficientes auditivos possam trocar experiências e conhecimentos com seus colegas ouvintes. Porém, essa mesma inclusão exige um bom preparo do estudante, do professor e da escola para que todos se sintam capacitados a participar deste processo. Entre as diversas barreiras que existem, a principal é a comunicação, é necessário que a escola busque conhecer as reais necessidades dos estudantes para que possa realizar um bom trabalho, caso contrário, teremos estudantes desmotivados, e com dificuldades de aprendizagem por estarem inseridos em ambientes hostis.

Durante uma entrevista com a intérprete da sala de aula em estudo, (A mesma que já acompanhava os alunos no ano anterior na sala especial), foi feita a seguinte pergunta: Sair da sala especial para uma sala regular foi favorável ou não para o desenvolvimento social e cognitivo dos estudantes surdos?
Resposta: “A inclusão foi totalmente favorável para o desenvolvimento dos surdos, eles aprenderam muito com os ouvintes e também os ensinaram, pois cada um tinha bastante o que ensinar para o outro, a sala de aula se tornou um espaço bilíngue e todos ganharam com isso. Como afirma Vygotsky, aprendemos com a interação e com o meio em que vivemos. ”

Zezinha Lins

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A Inclusão do Estudante Deficiente Auditivo na Escola Regular



A inclusão de estudantes com deficiência auditiva na escola regular é um tema preocupante que precisa ser abordado a partir de diferentes perspectivas, dentre elas, o direito à cidadania e ao conhecimento e uso de forma eficaz da Língua de Sinais além da Língua Portuguesa
A definição do tema escolhido, A Inclusão do Estudante Deficiente Auditivo no Ensino Regular na Escola da Rede Municipal de Glória do Goitá, foi baseada na necessidade que sentimos como professores, de conhecer mais profundamente a cultura surda e tudo o que envolve a inclusão para melhor atendê-los de acordo com as suas reais necessidades neste primeiro ano de implantação da inclusão na escola em análise.
A aplicação de uma metodologia inadequação para os estudantes surdos resulta num desenvolvimento das competências muito aquém do desempenho dos alunos ouvintes. Mesmo sabendo que suas capacidades cognitivas iniciais sejam semelhantes, faz-se necessário uma tomada urgente de medidas que favoreçam o desenvolvimento pleno desses estudantes. Embora esse assunto já tenha sido amplamente abordado e esses estudos resultem em um referencial bibliográfico rico e heterogêneo, é importante verificar como está sendo desenvolvido o trabalho de inclusão desses estudantes em nosso município na perspectiva de todos que estão envolvidos nesse processo.
O termo inclusão ainda se confunde com integração, prática que visava a modificação do deficiente na direção do que a maioria considera normal para ser aceito na sociedade, modelo desenvolvido nas décadas de sessenta e setenta.
Nos anos oitenta iniciou-se o movimento de inclusão que pressupõe mudança na sociedade para que esta consiga acolher e aceitar com naturalidade a pessoa portadora de necessidades especiais. Cabe à escola, o papel fundamental de proporcionar a enriquecedora experiência de troca, de afeto, de aceitação das diferenças entre os estudantes surdos e ouvintes. É um processo amoroso que exige treinamento dos professores, um ótimo planejamento anual do Projeto Político Pedagógico (PPP) e uma série de medidas que busquem a sensibilização e preparação da comunidade escolar. Muito ainda há para ser feito por parte de todos: governo, escola, comunidade, professores e pais, porém o trabalho desenvolvido no ensino regular na escola da rede municipal de Gloria do Goitá será o foco deste estudo.
Afinal, partindo do pressuposto de que a inclusão do estudante deficiente auditivo não é apenas o ato de inseri-lo na sala de aula, mas torná-lo sujeito ativo no processo do seu aprendizado, livre de qualquer tipo de discriminação, faz-se necessário também que a identidade pessoal e social do estudante seja respeitada. A escola regular é um ambiente ideal para que isso aconteça.


Zezinha Lins


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Tendência Liberal Renovada Progressista



Ao comparamos com cuidado
A Tendência Tradicional
Com a Tendência Liberal
Renovada Progressista
Diferenças grandiosas
Haveremos de notar:
Se antes o professor
Era o grande protagonista
Do encanto e da beleza
Do ensinar e aprender,
Hoje percebemos
Que não é bem assim
O aluno ganha o foco
E o ator principal
Tudo o que se faz
De bom na educação
Buscando excelência
Com grande dedicação
É pensado para ele
É com ele a aplicação.
O fazer para aprender
Ganha destaque especial
A pesquisa, os experimentos
Ganham valorização
Assim, vem a descoberta
Mentes se abrem mais
Nasce um mundo novo
E o conhecimento se faz.


Zezinha Lins

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Educação escolar e familiar

Educação escolar e familiar (nunca uma sem a outra), gera conhecimento, conhecimento aplicado para o bem, gera sabedoria, só um povo sábio consegue mudar seu destino. Um povo sábio não é um povo que sabe tudo, mas que pensa antes de cada escolha que a vida oferece.

Zezinha Lins

domingo, 8 de maio de 2016

História de Poesia

                           

Era uma vez, uma cabeça               
Tinha ouvidos para ouvir
Boca para falar
E umas ondas que iam e vinham
Chamadas pensamentos.
Que nunca queriam parar.
Dona Cabeça ouvia de tudo
E às vezes falava demais
E assim os pensamentos
Ficavam perdidos por aí
Com toda aquela confusão
Sem saber para onde ir.

Era uma vez um coração
Ele não tinha ouvidos para ouvir
Não tinha boca para falar
Nem ondas que iam e vinham
Sem saber onde chegar.                     
Tinha uma caixinha mágica
Mais parecia uma sacolinha
Lá dentro ele guardava versos
As vezes os versos sorriam
E em estrofes se dividiam
Outras vezes, com frio
Juntos se reuniam
E o coração sempre que podia
Parava para ouvir
Lentas e lindas melodias
Era assim, em paz e feliz
Que o amigo coração
Distribuía poesias.

Zezinha Lins



domingo, 3 de abril de 2016

PÁSCOA

A Páscoa nos apresenta Jesus como inspiração de vida. Exemplo que precisamos seguir no dia a dia para conquistar a verdadeira paz. Espelhar-se naquele que sacrificou sua própria vida por nós é estar sempre disposto a amar o próximo sem impor condições. Sabemos o quanto é difícil assumir um novo jeito de viver, mas a Ressurreição de Jesus nos fortalece e nos mostra que o amor será sempre o vencedor. Portanto, vamos compartilhar nossos melhores sentimentos e atitudes, pois na batalha entre o bem e o mal, o bem já venceu quando Jesus ressuscitou. Precisamos nos apropriar desse bem, lutando a cada dia para vencer nossas fraquezas e limitações, nos aproximando cada vez mais de Jesus.


sexta-feira, 21 de março de 2014

INCLUSÃO





Inclusão tem que ser completa. Jefferson, meu aluno (surdo) ensinando libras aos coleguinhas. Uma rica troca de conhecimentos e experiencias.

sábado, 15 de março de 2014

Dinâmica de Grupo

Um grupo de 500 pessoas participavam de um seminário, quando de repente, o palestrante parou e decidiu fazer uma atividade em grupo. Foram então distribuídos um balão a cada pessoa.
Cada integrante foi convidado a escrever o seu nome em seu balão com uma caneta. Em seguida, todos os balões foram recolhidos e colocados em uma outra sala.
O palestrante instrui as pessoas, que entrassem na sala onde estavam os balões e que cada um achasse o balão com o seu respectivo nome. Esta tarefa deveria ser feita em 5 minutos.
Todos procuravam desesperadamente o balão com o seu nome, empurrando e batendo-se uns nos outros, um caos total, sem concluírem a tarefa.
O orador então pediu que cada pessoa pegasse um balão aleatoriamente e desse para a pessoa cujo nome estava escrito.
Em poucos minutos, todos estavam com o seu próprio balão.
Em seguida o orador falou: “Isso está acontecendo em suas vidas. Todos estão desesperadamente procurando a felicidade ao redor, sem saber onde ela está. Nossa felicidade está na felicidade das outras pessoas. Dê-lhes a sua felicidade e você vai ter a sua própria.”
E este é o propósito da vida humana ... a busca da felicidade!!
Autor desconhecido.

terça-feira, 11 de março de 2014

O CORPO TECIDO E EDUCADO AO LONGO DO TEMPO

A Concepção de corpo varia no decorrer da história e ganha sentido socialmente. A distinção de gênero é feita sempre no contexto de uma determinada cultura e, portanto com as marcas dessa cultura.
O corpo foi e continua sendo construído historicamente. Através dos seus trabalhos rupestres, o homem primitivo representava o corpo associado ao medo, a impotência perante os fenômenos da natureza. As posturas, as posições e expressões dão informações de como eles concebiam o corpo. Na Idade Média, São Tomás de Aquino uniu corpo e alma, o corpo se transformou em santuário de Deus. Na Idade Moderna começou a haver uma maior preocupação com a liberdade do ser humano e a concepção de corpo foi consequência disso: o corpo sob um olhar científico, objeto de estudos e experiências, o corpo investigado, o corpo anatômico e biomecânico. Na Contemporaneidade, a preocupação se desloca para a sexualidade.
O corpo foi e continua sendo tecido e educado ao longo do tempo, mesmo assim o homem sempre demonstrou dificuldade em perceber de forma clara e sem preconceito o seu próprio corpo.
A diferença de gênero tem provocado ao longo do tempo vários conflitos  em relação ao papel da mulher na sociedade. A identidade feminista foi sendo construída, protestada e assumida, resultando em verdadeiras batalhas contra o preconceito e a opressão, ações coletivas ou isoladas contra as mulheres. Assim, nesse contexto social e histórico de lutas, buscas e descobertas, independente do gênero, os sujeitos vão se construindo e se percebendo mais que um corpo masculino ou feminino.


 Zezinha Lins








A CIDADE NO SEU COTIDIANO

A cidade se apresenta no seu cotidiano de acordo com as práticas e costumes dos seus habitantes. Sendo assim, o olhar sobre ela deve ir além da sua arquitetura.
Caminhar pela cidade de Glória do Goitá ultrapassa o fato de sermos meros moradores, pois, interagimos com o espaço geográfico vivenciando nossa cultura.
Assim como todas as cidades, Glória tem suas especificidades. Podemos observar isso através das suas artes de fazer. A forte presença cultural do mamulengo em nosso município retrata essas artes através da caricatura bem humorada dos fatos que permeiam nosso cotidiano.

A Cidade no seu cotidiano
Em nossa pequena cidade
Não há enigma nos pedestres
Todos se conhecem.
Nas ruas os olhares se cruzam
Para o bem ou para o mal.
As torres para as quais erguemos os olhos
São: a torre da igreja matriz
E os altos coqueiros que nos rodeiam.
Multidões a caminhar pelas ruas,
Só em dia de procissão.
É a festa da padroeira...
A roupa nova, a praça, o parque de diversão
A cidade tem sabor, tem cheiro, tem cor
As práticas urbanas se integram com as do campo
Aqui e ali...
As frutas do compadre,
O bordado da vizinha,
O verde do Sítio Palmeiras
Temperando o meu feijão.
A cidade no seu cotidiano
Às vezes sonha com o progresso,
Mas com o sonho vem a realidade
Do anonimato, do concreto,
Do fogo que queima no chão
Da bala perdida, da morte...
A cidade desperta do sonho
Ao som da alvorada em dia de festa
É a banda tocando ao amanhecer
Sempre as mesmas canções
Que ouvíamos na nossa infância.


 Zezinha Lins

A cartografia na construção da Identidade

Ao ser elaborado o currículo escolar, deve-se levar em consideração que a escola exerce um papel fundamental para a formação inicial da identidade dos alunos e seus deslocamentos, uma vez que adquirindo novos conhecimentos, trocando experiências somos confrontados por uma multiplicidade de identidades das quais faremos uso de acordo com as necessidades. Por este motivo, o currículo escolar deve abranger tudo o que ocorre na escola: as atividades programadas e desenvolvidas que envolvam a aprendizagem dos conteúdos escolares pelos alunos, na escola ou fora dela.
Neste contexto a cartografia é uma forte aliada na compreensão e entendimento do mundo. Apesar da importância da cartografia no currículo escolar, percebe-se ainda uma fragilidade na utilização deste recurso na prática docente, especialmente na Educação Básica. Sabendo que a identidade do indivíduo vai sendo formada ao longo do tempo e de acordo com os fatores externos, conhecer os espaços, localizar-se em termos globais, leva o aluno a um mundo que é seu, a um mundo ao qual pertence.

Zezinha Lins








sábado, 1 de fevereiro de 2014

PARÓDIA SOBRE O CONSUMISMO EXAGERADO

PARÓDIA - MÚSICA: PREPARA (ANITTA)

Prepara
Que agora é hora
De parar pra pensar
Na complexidade
Da nossa sociedade
Que vai e vem
Não tem um rumo certo
E fica no ar
Se procurando...

Prepara
Por trás dessa loucura
Tem a mídia eu sei
Eu curto, eu compro
Eu quero ser feliz também
E assim vou me afundando
E no final do mês
Procuro o meu dinheiro
E não encontro

Vou com o VISA e o MASTERCARD
Passando
Bolsa, bota, roupas
Vou comprando
Mas depois eu vou ficar chorando
Chamo a atenção à toa
Nessa minha vida louca
Vida louca a a a

Prepara

 (Repete)


Esta paródia foi feita por mim e utilizada entre outras coisas na apresentação de um trabalho sobre A Educação Patrimonial da Sociedade Apressada, Consumista e Líquida Contemporânea na disciplina Identidade e Pluralidade Cultural.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Culturas Nacionais como Comunidades Imaginárias


Parece muito difícil
De entender este assunto
Ao ler o conteúdo
Parece que tá tudo escuro
Mas usando uma lanterna
Vimos luz no fim do túnel.

E as ideias antes confusas
Aos poucos se clareou
Lendo o texto de Stuart Hall
Nosso grupo conversou
E com versos bastantes simples
Um poema elaborou.

A identidade nacional
É a fonte principal
Da identidade cultural
Das pessoas em geral
Essa ideia iluminamos
Com uma lanterna genial

Mutos outros elementos
São agregados a esta fonte
Como a língua, por exemplo
Ela é social, é uma ponte
Formando em nossa nação
A identidade cultural, tão importante

A cultura nacional
É a junção das diferenças
Numa única identidade
É a base da nossa vivência
A identidade cultural não nasce com a gente
É formada de acordo com a nossa convivência.


Zezinha Lins


Apresentação do trabalho sobre o assunto usando como suporte, um poema popular.
Objeto a ser inserido na apresentação: uma lanterna)
Inadequações proposital, uso da licença poética

sábado, 14 de dezembro de 2013

ANSIEDADE

Para mim o pior da ansiedade é desprezar o momento presente como um inconveniente que está no caminho do tão esperado momento futuro.

Na impaciência pelo que ainda não houve , na angústia gerada pela incerteza, nasce um presente desconfortável, aflito, insatisfeito, insaciado.

Como o desfecho é apenas uma ilusão, pois na verdade o fim da ânsia não está em algum lugar do futuro , mas na aceitação leve e grata do presente , esse fica para trás, negligenciado, tesouro aos seus pés, tornado invisível pelo que olha tão à frente , passando despercebido dia sim, outro também.

Reconhecer a presença da ansiedade e convidá-la a se retirar é um exercício diário para todos nós.

Paulo Gusmão

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

RESENHA - KANT


RESENHA

Introdução Sobre a Pedagogia

( Immanuel Kant )

O presente trabalho traz como tema para reflexões,  A Introdução do livro Sobre a Pedagogia de Immanuel Kant, tradução de Francisco Cock Fontanella. 3ª Ed. Piracicaba: Editora UNIMEP, 2002.

O autor inicia o texto apresentando algumas diferenças importantes entre o homem e o animal selvagem, entre elas: a capacidade que os animais têm de usar a sua força e o seu instinto de forma regular para a sua sobrevivência, enquanto que o homem precisa, além de cuidados, de disciplina para não usar suas forças naturais de forma nociva. Segundo Kant, é a disciplina que transforma a animalidade em humanidade. Conquistando a razão o homem sai do seu estado bruto para o estado de civilização. Submetendo-se à Lei o homem não se desvia do seu destino: ser humano.

Afirma o autor, que é para este fim que as crianças são levadas cedo à escola, para adequar-se às regras, pois depois de adultos não seria possível desviá-los da sua forte tendência à liberdade.

O autor apresenta a educação como a grande modeladora e transformadora do homem. E se mostra bastante convicto quando diz “Talvez a educação se torne sempre melhor e cada uma das gerações futuras dê um passo a mais em direção ao aperfeiçoamento da humanidade, uma vez que o grande segredo da perfeição da natureza humana se esconde no próprio problema da educação.”

Ele defende como verdade absoluta, uma educação que desenvolva no homem todas as suas disposições naturais. O autor afirma ainda que o homem não consegue cumprir por si só sua destinação, assim como fazem os animais, que cumprem seu destino sem o saber.

Kant conceitua a educação como arte, cuja prática necessita ser aperfeiçoada por várias gerações, porém admite que os indivíduos ao educarem seus filhos, não poderão jamais fazer que estes cheguem a atingir a sua destinação. Pois essa finalidade só poderá ser atingida pela espécie humana, jamais pelo homem singular, mas afirma também que é dever do homem tornar-se bom, produzir em si mesmo a moralidade.

De acordo com o autor, a educação é o maior e o mais árduo problema que pode ser proposto aos homens. Por isso ela tem que seguir um passo a frente do outro, já que uma geração transmite suas experiências e conhecimentos à geração seguinte e assim sempre algo será acrescentado. Porém o autor questiona se a educação do indivíduo deve imitar a cultura que a antecede. E afirma ainda que a arte de governar os homens e a arte de educá-los estão entre as dificílimas descobertas humanas. Mas admite que há controvérsias sobre esses assuntos

Kant enfatiza através de repetições em diversos trechos do texto que toda a educação é uma arte, confirma essa ideia dizendo que as disposições naturais do ser humano não se desenvolvem por si mesmas, uma vez que a origem e o progresso da arte da educação é mecânica ou raciocinada, o raciocínio prevalece na natureza humana. Ele nomeia a arte da educação como Pedagogia, e que a mesma, sendo raciocinada, desenvolve a natureza humana de tal modo que ele possa conseguir o seu destino.

De acordo com o autor, como princípio da pedagogia não se deve educar as crianças tendo o presente como parâmetro, mas sim visando o futuro, pensando sempre no bem coletivo, pois o futuro nos remete a evolução.

Entre tantas idéias interessantes, chama a atenção as seguintes afirmativas de Kant: “Uma boa educação é justamente a fonte de todo bem neste mundo. (...) Na verdade, não há nenhum princípio do mal nas condições naturais do ser humano. (...). No homem não há germes, se não para o bem.”

Kant considera que tudo o que diz respeito à cultura do espírito humano e ao incremento dos conhecimentos humanos são facilitados pelo poder e pelo dinheiro. Mas se prestam auxílio à educação com dinheiro, o que é necessário, reservam-se o direito de estabelecer o plano que lhes convém. Sendo assim, alguns poderosos desejam que o povo tenha no máximo aumentado habilidades para assim usá-los como instrumentos em prol dos seus interesses. As pessoas devem estar atentas, a humanidade além de mais hábil, deve ter mais moral e empenhar-se para encaminhar esses dons para a posteridade num grau mais elevado.

Segundo o autor, na educação, além de ser disciplinado, tornar-se culto, ser prudente, cuidar da moralização é o mais importante, pois deveríamos  ensinar às crianças a odiar o vício, não por motivos religiosos, mas por si mesmo, pelo seu próprio bem.

Kant defende a escola experimental, pois sem experiência não dá pra julgar com razão se uma coisa será boa ou má. A experiência possibilita se fazer novas tentativas.

O autor afirma que a educação pode ser pública ou privada e que uma educação pública completa é a que reúne ao mesmo tempo, a instrução e a formação moral. Seu fim consiste em promover uma boa educação privada. Acrescenta que a educação pública parece mais vantajosa que a doméstica na formação do verdadeiro caráter do cidadão. Pois a educação doméstica carrega consigo os defeitos do âmbito familiar e ainda os propaga.

Quanto ao tempo que o homem precisa para ser educado, Kant afirma que até que ele possa se tornar pai e assim, seja obrigado a educar. Após os 16 anos, o homem poderá ser submetido a uma disciplina especializada, portanto não mais funcionará uma educação normal.

O autor diz no texto que um dos maiores problemas da educação é o poder de conciliar a submissão ao constrangimento das leis com o exercício da liberdade. Porém esse constrangimento é uma condição para a conquista da liberdade. O homem precisa sentir a resistência da sociedade para que entenda que é difícil bastar-se a si mesmo, tolerar as privações e adquirir o que é necessário para tornar-se independente.

Entre algumas regras apresentadas por Kant para bem educar as crianças, está a de que é preciso provar para elas que o constrangimento que lhe é imposto tem como objetivo ensiná-las a usar bem sua liberdade, que a educamos para ser livre um dia.

 Zezinha Lins

 

sábado, 17 de agosto de 2013

RECRIAÇÃO DE HISTÓRIA



Aula interdisciplinar: Arte e Língua Portuguesa

Em grupo, as crianças confeccionaram as personagens da história de Chapeuzinho Vermelho, e livremente recriaram a história, mudando o enredo e o desfecho. Depois cada grupo apresentou o teatrinho de fantoche. Num dos grupos o lobo mau virou lobo bom, as histórias tomaram rumos inesperados. Foi muito divertido!

POESIA NA SALA DE AULA





Dia 14 de março, Dia da Poesia, 19 de março, Dia da Escola, juntamos tudo e fizemos este cartaz com um poema. Continuando os trabalhos cada aluno confeccionou o seu próprio livrinho de poesia. Como estava sem usar o blog por falta de tempo, não postei, mas nunca é tarde. Aqui está a ideia.

DIA DA POESIA

A Escola Djalma Paes
Se enche de alegria
Neste dia especial
Dia da Poesia.

É dia de ver as coisas
De uma forma diferente,
A poesia faz isso
Mexe muito coma gente.

Que sempre se faça presente
O amor e a harmonia,
Pois nossa escola merece
Muita paz e alegria.

A poesia está no olhar,
No sorriso e no falar
Sempre com delicadeza
A todos devemos tratar

Seja também um poeta
Semeando beleza por onde for
Pois nessa vida o que vale
É o coração cheio de amor.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

CANTINHO DA LEITURA




Este é o nosso Cantinho da Leitura, fiz com um carinho todo especial, pois acredito que este deve ser um espaço bastante motivador para os alunos, mais uma forma de atraí-los para os livros, despertando assim o Prazer pela Leitura. Do lado, fica o cartaz dos Livros Lidos, ao escolher um livro, o aluno procura o seu nome na lista horizontal  e o nome do livro na lista vertical, marcando um x. Cada mês usamos uma cor diferente, assim facilita a contagem dos livros lidos durante o mês para informar ao Programa Alfabetizar com Sucesso.

PALESTRAS COM ALUNOS DA EJA



Um desafio maravilhoso trabalhar com EJA, por isso aceitei o convite da coordenadora de Centro Pedagógico de Glória do Goitá para realizar palestras com as turmas da EJA das escolas do nosso município. Foram 3 momentos de interação com o tema A Importância da Leitura.

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS




 Algumas emoções merecem ser compartilhadas. Com o objetivo de melhorar a autoestima de uma turma da EJA com a qual eu trabalho, iniciei um projeto que ainda está caminhando, mas durante esse percurso trabalhamos diversos gêneros textuais como: Caçador de Mim ( canção de Milton Nasciumento), trechos do romance a Hora da Estrela de Clarice Lispector, Poema autobiográfico de Patativa de Assaré, o poema Amor, de Carlos Drummond de Andrade, Depoimento autobiográfico de Patativa do Assaré, A Escola da Vila (trecho de romance autobiográfico de Viriato Correia), entre outros e por fim os alunos produziram um texto autobiográfico. Consegui que vencessem a timidez e valorizassem sua própria história como fonte de autoconhecimento, de superação e de exemplo de vida. Tudo ok! Maravilha! Mas... Na hora da correção, ou seja, leitura dos textos dos alunos... Cada história umas lágrimas, são uns trinta textos.. rsrs vou chorar muito ainda. São verdadeiras preciosidades o que cada ser humano tem guardado dentro de si. Nossa!!!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

ÉS PAI



Pai de muitos filhos,
Pai de um filho só,
Pai do filho que acabou de nascer,
Pai do filho que ainda não nasceu...
Não importa,
És pai...
Aquele que serviu ou servirá de exemplo
De honestidade, e firmeza de caráter
De justiça e de bondade.
Ensinastes e ensinarás aos teus filhos,
Com palavra e atitudes
Que o amor também se expressa
No brilho dos olhos e nas palavras
Que nem sempre são ditas
Que é na alma que está a grandeza
Do homem sério e preocupado
Mas que olha a lua e as estrelas
E entrega nas mãos de Deus
Seu tesouro mais querido

Zezinha Lins


domingo, 25 de novembro de 2012

INCENTIVO À LEITURA




Um sonho: uma árvore que dava livros... Um desejo e um pouco de trabalho... Sonho realizado.
Aqui está uma ideia que funcionou muito bem como incentivo à leitura por deleite.

NA ESCOLA

Na Escola Municipal Santa Rita com minhas colega e amigas professoras.: Maria, Edileuza, Eu, Gorette, Silvana, Cleonice e Gracinete.

O CORPO HUMANO

Paródia para o 4º ano
Música: Meu Lanchinho

O corpo humano
O corpo humano
Quero conhecer
Para aprender

O que temos por fora?
O que temos por dentro?
Vou dizer
Você vai ver

Por fora tem cabeça
O tronco e os membros
Superiores
Inferiores

Por dentro tem os ossos
Junto com os músculos
Para nos mover
Para nos mover

Também temos os órgãos
Que formam os sistemas
É bom saber
É bom saber

Máquina perfeita
É o nosso corpo
Que Deus fez
Que Deus fez

Zezinha Lins

sábado, 23 de junho de 2012

O DESAFIO



Na escola particular onde trabalhava, dando aulas de Português aos alunos do Ensino Fundamental, as coisas iam de mal a pior, a inadimplência era uma dura realidade, por esse motivo a professora se encontrava naquele momento, desempregada.
No seu quarto, sozinha, pensava nos 15 anos de dedicação ao magistério. Era o que sabia fazer. Era o que amava fazer.
Enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto abatido, ela sentia o peso dos seus 40 anos que antes nem pesavam tanto assim.
Agora só restava aceitar o emprego que a mãe de um dos seus alunos, diretora de uma creche, havia lhe oferecido. Não tinha outra saída, precisava pagar as contas que há meses se acumulavam, devido ao salário já há algum tempo, atrasado.
Mas como seria trabalhar numa creche? Nunca trabalhara com crianças tão pequenas. Certamente não conseguiria, seria estressante, não tinha mais idade pra isso. Seus dois filhos já estavam crescidos, um com 25 e outro com 22 anos. Ainda por cima teria que iniciar um curso de Pedagogia.
Não tinha saída, enfrentaria as ferinhas.
Foi para debaixo do chuveiro e deixou que a água fria se misturasse às lágrimas que teimavam em cair. Os pensamentos se embaralhavam na sua cabeça. Respirou fundo, e lentamente começou a enxugar o corpo. Depois, ainda com calma, como quem treina a paciência que a partir de agora sabia que teria que ter, enxugou as lágrimas, vestiu um vestido claro para contrastar com aquela nuvem negra que pairava sobre sua cabeça, anunciando tempestade, usou um pouco de maquiagem para disfarçar a aparência abatida e saiu.
Chegou ao seu destino, entrou na creche, observou o ambiente. Foi recebida por uma das educadoras que a levou para uma sala onde algumas crianças brincavam. Ela parou, olhou em volta e aquele espaço colorido e infantil lhe trouxe um pouco de calma. Lembrou dos bons tempos em que seus filhos quando pequenos, ficavam num lugar como aquele, e como eles aprendiam e se divertiam! Chegavam em casa sempre com muitas novidades para contar.  Observou então que alguns pares de olhos brilhantes  miravam seu rosto com curiosidade. Um sorriso alegre surgiu em cada rostinho. Impossível resistir ao doce encanto daqueles pequeninos. Aos poucos foi se chegando, a educadora saiu e a deixou sozinha com as crianças, ela se apresentou, perguntou o nome de cada uma, depois sentou numa das cadeirinhas que ali estavam, conversou um pouco. Logo foi cercada pelas crianças, uma delas começou a mexer nos seus cabelos, aquele toque suave lhe deu uma sensação de conforto, outra pediu para que lhe contasse uma história..
E a professora que há pouco chorava agora sorria. .


Zezinha Lins

quinta-feira, 21 de junho de 2012

INCLUSÃO NAS CRECHES DAS CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS





Cada vez mais a inclusão das crianças com necessidades especiais nas escolas só tem aumentado. Porém continua sendo um grande desafio para essas escolas sejam públicas ou privadas. A inclusão dessas crianças vai além das modificações do espaço físico, é na verdade, uma inclusão que envolve cada educador e toda a comunidade escolar, começando pelo porteiro, equipe de direção e até os próprios pais, não apenas das crianças com necessidades especiais como também os pais das outras crianças. A aceitação das diferenças não deve ser trabalhada apenas na escola, deve fazer parte da educação doméstica.
O educador não precisa se tornar especialista nas diferentes necessidades especiais que são  apresentadas pelos seus alunos, porém, é necessário que ele tenha uma grande sensibilidade e um olhar diferenciado para trabalhar os conteúdos curriculares com essas crianças e com as outras também. Até mesmo porque as crianças consideradas “normais” também têm seu próprio ritmo de aprendizagem. Por isso é preciso ter paciência, não esperar muito, começar sempre com o que a criança já sabe para que ela se sinta estimulada a fazer sempre mais.

 Suzane Daniele Oliveira de Sousa, mãe de Diego portador de necessidades especiais, explicou o que espera da creche ou escola que receberá o seu filho: “Espero que a educadora preste atenção ao meu filho para poder compreendê-lo, pois ele está com dois aninhos mas ainda não fala todas as palavras, porém esta atenção especial não deve ser de forma explícita, para que as outras crianças não percebam algo diferente, ao contrário, aceitem essa atenção como algo natural, afinal de contas cada criança é única e merece atenção especial. É necessário também que os pais colaborem para que seus filhos aceitem e convivam bem com as diferenças. Alguns pais se expressam sobre os coleguinhas dos seus filhos com necessidades especiais como “crianças que criam problemas na sala de aula”. Atitudes como essas são transmitidas para os filhos que certamente irão reagir com rejeição às diferenças”.
Susane também diz que “quando as crianças especiais estão juntas no mesmo espaço elas não questionam as diferenças que existem entre elas, tanto as pequeninas quanto às maiores. Elas simplesmente se aceitam e ficam amigas”.
Diante dessa experiência vivida por Suzane, questiono então o seguinte: por que essa mesma aceitação não acontece numa sala de aula onde todas as crianças são consideradas “normais”? O fato de ser gordinho, magrinho, tímido, distraído, de pele muito clara ou de pele escura, provoca com freqüência, situações de conflito por causa dos apelidos com os quais as crianças são rotuladas pelos coleguinhas. Daí a importância de trabalhar na creche, com as crianças ainda bem pequenas a aceitação das diferenças, sejam elas causadas por algum tipo de deficiência ou não.

Sugestão de atividade para trabalhar as diferenças com crianças de 02 e 03 anos:
Materiais:
-livros velhos e revistas para recorte;
- 02 folhas de papel cartolina;
- tesoura sem ponta;
-cola branca;
-fita adesiva;

Mãos à obra
-Recorte várias figuras de pessoas;
- Espalhe todas as figuras no chão;
- Sugira a construção de dois cartazes, um apenas com as pessoas diferente umas das outras e outro apenas com pessoas iguais
- Com a sua ajuda peça para que as crianças separem as pessoas iguais das pessoas diferentes (chame a atenção para o mínimo detalhe que estabeleça uma diferença, se essa não estiver muito evidente);
- Ajude as crianças a colarem as figuras no seu respectivo cartaz;
-Com fita adesiva afixe os cartazes na parede; (O cartaz com pessoas diferentes ficará preenchido e o outro vazio)
- Promova uma conversa na rodinha sobre o resultado do trabalho, tendo como base a observação dos cartazes.

Sugestões de métodos para trabalhar com crianças de 02 e 03 anos incluindo as crianças com necessidades especiais:
- Para que a criança conheça seu próprio corpo, que tal usar um espelho? Isso fará com que elas se observem e usem bastante as mãos.
- Descreva para a criança tudo o que você está fazendo, para isso use palavras claras e simples.
-A imitação é uma ótima forma de ensinar uma nova habilidade, faça primeiro e depois peça para que ela copie.
-Durante as atividades deixe a criança fazer o máximo por si mesma, porém ajude-a quando for necessário.
-O elogio funciona com um estímulo excelente, portanto elogie tudo o que a criança conseguir fazer, cada nova habilidade experimentada.
- Procure observar bastante cada criança, procure perceber o que ela sabe e entender o que ela pensa.


Zezinha Lins